Trabalhadores cobram proposta com maior respeito e valorização
Em assembleia geral no último dia 12, os trabalhadores da Alcoa rejeitaram por ampla maioria a contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026. A diretoria do sindicato notifica a empresa, solicitando o retorno às negociações para que uma proposta decente, que garanta a sustentabilidade das famílias e o reconhecimento do esforço operário, seja apresentada.
Na assembleia, o presidente do Sindicato, Jair Cohen, lembra que a Alcoa obteve resultados positivos em 2025, fruto do suor de cada trabalhador, mas na hora de reconhecer quem gera essa riqueza, a empresa alega "déficit orçamentário". Pontuou que, enquanto nega um salário digno aos seus trabalhadores, a empresa mantém uma política de "boa vizinhança" com doações de máquinas, carros e construção de prédios para comunidades. "Nós apoiamos a responsabilidade social, mas ela deve começar dentro de casa! Não é aceitável que uma multinacional desse porte deixe seus próprios funcionários desamparados".
Diversos companheiros e companheiras relataram na assembleia a dura realidade enfrentada:
- PPR com resultado negativo, frustrando as expectativas;
- Mensalidades escolares e custo de vida em alta, corroendo o orçamento familiar;
- Baixos salários que obrigam pais e mães de família a fazerem "bicos" e trabalhos extras em suas folgas, sacrificando o descanso e o tempo com a família apenas para sobreviver.
A empresa cobra metas agressivas, mas esquece que para alcançar seus objetivos, precisamos ter condições dignas de trabalho e estabilidade financeira. Trabalhador preocupado com contas atrasadas adoece e não produz com segurança.
O vice-presidente Heider Picanço apresentou o abismo entre o que precisamos e o que a Alcoa ofereceu. Os trabalhadores rejeitaram uma contraproposta que não contempla toda a pauta reivindicada e com apenas três pontos de respostas:
1. Reajuste Salarial pelo INPC de 3,9% mais irrisórios 0,5% de ganho real, totalizando 4.4% . A Categoria reivindica reajuste de 6%;
2. Duas parcelas referente a “Bônus Alimentação” no valor de R$ 2.187,00, com reajuste de 8%, a primeira em 30 de abril e a segunda em 30 de junho/2026. Os trabalhadores reivindicam cartão alimentação de R$ 1.000,00 pago mensalmente e reajuste de 10% no Bônus Alimentação;
A assembleia destacou a importância da presença maciça dos trabalhadores, com destaque especial para a participação das mulheres. Ressaltamos aos trabalhadores a importância de se associarem ao Sindicato, garantindo-lhe sustentabilidade e estrutura para o enfrentamento de problemas e avanços nas condições de trabalho e direitos da categoria.
Próximos Passos - A Diretoria do STIEMNFOPA retornará à mesa de negociação para discutirmos cláusulas que não foram abordadas pela empresa e avançar naquelas de caráter econômico. Esperamos que a Alcoa tenha a sensibilidade de trazer uma resposta positiva, condizente com o tamanho da empresa e a competência de seus funcionários.