| Maltratos |
TRABALHADORES MALTRATADOS COMO SUSPEITOS PELA VIGILÂNCIA DA MRN QUE FAZ PAPEL DE POLÃCIA |
Há vários meses o Sindicato vem notificando a empresa sobre o extremo constrangimento que os trabalhadores estão passando, em razão de iniciativas irregulares e completamente exacerbadas da vigilância patrimonial da MRN. Os trabalhadores continuam sendo abordados publicamente, obrigados a abrirem suas mochilas, para que os seguranças façam revistas, sem a menor cerimônia. Este abuso vem acontecendo também dentro dos ônibus, no meio de todos os companheiros. Quando indagados sobre a constrangedora revista pública, os seguranças informam: “a gente tem ordem da mineração”. Os trabalhadores, que não têm nada a esconder, são expostos com uma abordagem pública, sem a privacidade de uma sala e ainda sofrem “bullying” dos companheiros . Já não basta para a empresa ter transformado o ambiente em verdadeiro “big brother”, espalhando câmeras por todos os cantos, agredindo a individualidade de todos os trabalhadores. A guarda patrimonial contratada através de empresa de segurança terceirizada não tem nenhum vínculo com os trabalhadores e os trata como estranhos. Esta “segurança privada” extrapola sua função fora da empresa, investidos em um trabalho de polícia, substituindo o “papel do Estado”, facultado apenas aos profissionais militares. Fazem aferição de velocidade de veículos, como se tivessem poder viário num distrito que pertence a competência do município de Oriximiná, invadindo a privacidade dos empregados nos alojamentos, nas praças, avenidas e impedindo momentos de lazer e entretenimento, fiscalizam os estacionamentos de veículos particulares. Nos alojamentos localizados nas instalações das minas, é expressamente vedado o acesso de qualquer pessoa, ficando os empregados confinados e submetidos ao rigoroso regimento da empresa, com os operários impedidos de receberem visitas, amigos, parentes, levar bebidas, ter cozinha própria, enfim, completamente isolados do mundo exterior. Esta situação não pode continuar, com um assedio coletivo que seguramente precisa de uma intervenção do poder público e do Ministério Público do Trabalho. É inadmissível que a empresa estabeleça um sistema de vigilância digna de um presídio e que trabalhadores e a população fique exposta, sem liberdade, sem privacidade. |
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